26 junho 2013

Refém de um provador de loja!























Ontem entrei numa daquelas lojas de marca, onde evito sempre entrar, não só pelo preço (puxadote!) mas também porque sofro da síndrome de "não me colem, deixem-me ver e mexer à minha vontade!". Não sei se por conta de alguma configuração astral a negativizar-me, se por uns parceiros de compras muito empolgados, ou se de um funcionário demasiado solicito, o certo é que estive à beira de um ataque de nervos! Maldita a hora em que tive a brilhante ideia de me enfiar naquele provador sugador de energias. O que se previa vir a ser um agradável final de tarde a três, a tagarelar e a gastar uns dinheiritos (poucos!) ia acabando em tragédia.

Verdade, verdadinha, é que eu tenho alergia a provadores de roupas!
É o calor! Desconfio que S. Pedro está com problemas de memória. Primeiro esqueceu-se das torneiras abertas e agora foi do forno ligado. É o sufoco daquele espaço reduzido e onde uma pessoa nem se pode mexer que começa logo às cabeçadas e cotoveladas. É o vestir e despir e volta a vestir e despe...e veste...e...até me fala o ar! É o tecido que ora pica aqui, ora aperta ali... E aquele espelho maldito com a mania de: - " e quem é a mais balofa do pedaço?!"

E depois de ao fim de umas 2 horas (tanto???), enfiada ali dentro a vestir e despir calças um ou dois tamanhos acima e que a filhota achava que me iam servir que nem uma luva. De um vendedor a andar num corrupio a querer agradar àqueles potenciais clientes, (pudera!). E de um marido que já nem coragem tinha para se aproximar... Aqui a problemática, num acto de revolta disse basta! Chega! E, ainda mal ia a abrir a portinhola, já lá tinha uma mão estendida com mais 2 ou 3 pares de calças e com um: - "senhora, destas vai gostar de certeza!"
E volto a enfiar-me lá dentro. (Desconfio que aquele provador tinha qualquer coisa que me puxava lá para dentro e não me deixava sair dali!) E volta a tirar a roupa e a enfiar mais umas calças... Não!!!??? Desta vez é que me ia dando uma coisinha má. Três tamanhos acima e com aquelas abas para esconder as gordurinhas que se infiltram nos flancos?! What??!!

Bem, eles devem ter mesmo achado que eu era um caso perdido, porque meteram o rabinho entre as pernas e desapareceram dali em direção à caixa...

Vinte minutos depois... (precisei de tempo para digerir aquilo tudo, é claro!)
Finalmente livre das garras daquele provador tirano, lá saí eu, quase de rastos, desgrenhada e agarrada às primeiras calças e únicas que tive o direito de escolher por mim própria, como se de uma tábua de salvação se tratasse.
Com a cara com que me olharam, deviam achar que eu era um ET. Só pode!













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