13 dezembro 2011

Capricho dos Deuses!



O chocolate é e sempre foi um verdadeiro capricho dos deuses!

Conta uma certa lenda que um deus Asteca, Quetzcoalt, o senhor da Lua prateada e dos ventos gelados, certo dia ofereceu aos homens, um presente roubado do país dos deuses. Querendo ele dar aos mortais algo que os enchesse de energia e prazer, foi aos campos luminosos do Reino do Sol e lá roubou as sementes da árvore sagrada. Os outros deuses não lhe perdoaram que tivesse dado a conhecer o alimento divino e expulsaram-no das suas terras. 

Antes de Quetzcold se ir embora, jurou que iria regressar por “onde o Sol sai” num certo ano do calendário asteca. E foi assim que as sementes do cacaueiro teriam nascido na região Asteca, dando origem à árvore. O chocolate tinha tanta importância entre estes povos que a bebida só era consumida por reis, nobres e guerreiros. Também a usavam em sacrifício aos deuses, funerais e rituais de iniciação e as sementes serviam como moedas de troca. Para os índios Astecas, as sementes do cacau com as quais faziam uma infusão, era considerado um poderoso afrodisíaco. Os Astecas às sementes torradas e moídas, juntavam-lhes água e especiarias (malagueta, canela, pimenta ou baunilha) e por vezes farinha de milho para ficar mais espessa e obtinham uma bebida de sabor forte, mas muito energética. Era esta bebida que o Imperador asteca Montezuma bebia antes de ir para o seu harém e que um dia ofereceu ao conquistador espanhol Fernando Cortez, confundindo-o com o deus Quetzcoalt, por causa das suas roupas e por ter surgido do lado de onde nasce o Sol, montando a cavalo, precisamente no ano em que era suposto o retorno do Deus. Cortez passou a acreditar que o chocolate aumentava a “perfomance” sexual, uma vez que foi recebido por 600 mulheres (o harém do Imperador)!

De regresso a Espanha, Cortez presenteou o rei Carlos V com as preciosas sementes, tornando-se tão precioso e popular em Espanha que a sua produção foi mantida em segredo por um século. Só mais tarde foi introduzido em Inglaterra e de manufacturado passou a ser industrializado. A partir de meados do séc. XIX é que passou ser consumido sólido e não apenas liquido como tinha sido até ali.

Historicamente, quem trouxe o cacau para a Europa, foi Cristóvão Colombo no ano de 1502 na sua quarta viagem ao Mundo Novo. Terá entregue as sementes a D. Fernando II, mas estas passaram quase despercebidas entre as muitas riquezas que trouxe da viagem. Anos mais tarde (1519) Cortez descobriu o cacau no México, durante as suas conquistas por aquelas terras, mas os espanhóis não gostaram da bebida, achando-a fria, gordurosa e amarga. Quando perceberam que poderia servir como valiosa moeda de troca, em nome da Coroa Espanhola, começaram as plantações de cacau no México. Nove anos depois, Cortez voltou a trazer as sementes para Espanha, juntamente com as ferramentas necessárias ao seu cultivo e os Espanhóis à bebida passaram a juntar açúcar tornando-a menos amarga e mais saborosa, portanto, ao gosto dos europeus. 

Ao longo dos 150 anos seguintes, a novidade foi-se espalhando pelo resto da Europa e o seu uso foi sendo difundido pela França, Inglaterra, Alemanha, Itália, etc. Somente em 1755 o cacau apareceu nos Estados Unidos. Em 1795 os ingleses começaram a usar uma máquina a vapor para esmagar os grãos de cacau e este invento deu início à fabricação de chocolate em maior escala.

A verdadeira revolução do chocolate aconteceu cerca de 30 anos depois, quando os holandeses desenvolveram uma prensa hidráulica que pela primeira vez permitia a extracção, de um lado, da manteiga de cacau, e do outro a torta, ou massa, de cacau. Esta última era pulverizada para se transformar em pó de cacau, que quando acrescido de sais alcalinos se tornava facilmente dissolúvel em água. Daí ao desenvolvimento de bebidas achocolatadas foi um passo rápido, e em sequência, a mistura com manteiga de cacau fez aparecer as primeiras tabletes de chocolate mais ou menos como os conhecemos hoje.

Para além do comum uso culinário, o chocolate é também utilizado em produtos farmacêuticos como correctivo de cheiro e sabores e ainda para fins estéticos. 

Relativamente ao uso do cacau na estética, surgiu recentemente a chocoterapia: um tratamento de beleza à base de chocolate que dizem diminuir a gordura localizada, combater a celulite, hidratar e melhorar a tonicidade da pele. 

Verdade ou não ainda estamos para saber, mas quanto mais não seja, as massagens relaxantes realizadas durante estes tratamentos de beleza e o aroma que emana do alimento proporcionam, com certeza, uma sensação de prazer, relaxamento e qualidade de vida psicológico. E faz crescer água na boca!!

A popularidade do chocolate continua forte e pelos vistos por muitos mais séculos!...


Vai um chocolate quentinho?? (e que bem que sabia com este tempo frio e chuvoso!)

E um banho de chocolate? ;)

Experimente uma visita ao  Zen Estetika e terá um tratamento digno dos deuses!!



3 comentários:

Fernanda disse...

Muito interessante!Até seria giro imprimir este post e juntá-lo às caixas de chocolates que vou oferecer.
Eu fico-me pelo chocolate quentinho! Sinceramente, massagens e banhos de chocolate fazem-me imensa impressão.

Beijinhos.

Novelos e meadas disse...

Olá Rosa!
Obrigada pela visita ao meu blog!
Virei aqui muitas vezes, pois o seu blog é muito interessante!
Bjs

Rosa Araújo disse...

Fernanda,

Não é nada má ideia juntar a lenda de Quetzcoalt às caixas de chocolates!... :)


Jú,

Será sempre bem vinda! Vou tentar não desiludir ;)


beijos