09 julho 2009

Ceridwen ou a Papisa

Encho os olhos com as minhas cartinhas novas...Uma encomenda feita pela net :)
(novas como quem diz... já têm algum tempo nas minhas mãos, mas o uso ainda é pouco). Para trabalhar, continuo a usar o meu velhinho e gasto Golden Rider, o meu amigo insubstituível.
É lindo este baralho de Anna-Marie Ferguson, (pena as lâminas não serem um pouco mais pequenas...).
Fico tempo a fio a apreciar a beleza das imagens, cada traço, cada pincelada de cor...uma autêntica obra de arte.

Resolvi colocar aqui a carta da Papisa ou sacerdotisa, neste baralho representada por Ceridwen, que na mitologia celta vivia no País de Gales e tanto era uma deusa, como bruxa ou feiticeira. Deusa da morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.
Para os galeses, uma Deusa Tríplice ( donzela, mãe e mulher idosa).

No Llewellyn tarot Ceridwen aparece sentada em uma belíssima paisagem verdejante e a seus pés um riacho de água límpida e corrente. Na cabeça uma meia Lua. O quarto crescente da Lua é o símbolo da sua feitiçaria, e este poder tanto pode ser usado pela Papisa de forma construtiva como destrutiva. São as outras cartas à sua volta no lançamento que vão determinar se a influência desta é benigna ou maligna. A Lua também é a intuição e o poder feminino.
A Papisa possui a percepção psíquica, a capacidade de curar e a força do signo de Escorpião.
A capa e o véu habituais e que simbolizam os mistérios do inconsciente, aqui foram substituídos por uma roupagem de verdura, como se ela fosse um prolongamento da própria natureza e por uma teia de aranha que desce da árvore e que faz a vez do véu.
A teia, pela sua aparente fragilidade, pode evocar aparências ilusórias, enganadoras.

A água também é símbolo do inconsciente, aliás, o que fica abaixo da sua superfície, mas nesta carta, julgo ter mais a ver com a sabedoria espiritual. Transborda da taça de pedra ( símbolo do espirito e da essência), que aqui substitui o caldeirão mágico. Água fonte de vida, poder de cura e regenerativa.
A Papisa, 2ª carta do tarot, guardadora de segredos e detentora da sabedoria espiritual, tem o poder de curar e dar apoio e posso ser eu mesma, quando lanço as cartas e pocuro nelas uma resposta...

2 comentários:

Shin Tau disse...

Olá Rosa Araújo

cheguei aqui através do António Rosa e em boa hora o fiz!
Tomei a liberdade de me tornar seguidora, temos temas de interesse em comum e gostei muito da forma como te expressas.

Quanto ao texto da Sacerdotisa, muito bonito, fiquei em pulgas por ver essas cartas! Hehehehe
Obrigada pela tua partilha tão pessoal sobre uma arte destas, é raro!

Beijocas fofas

Rosa Araújo disse...

Obrigada Shin Tau

Realmente, o António é um elo de ligação entre blogs :)

Ainda estou a dar os primeiros passos no mundo da blogosfera, umas vezes mais segura e outras nem tanto... É bom saber o que pensam do nosso trabalho, isso ajuda-nos a seguir em frente com passo mais assertivo ;)

1 beijinho